quinta-feira, 24 de maio de 2018

1046 - Fumante passivo (3)

O tabagismo passivo é a inalação de fumaça, o chamado fumo de segunda mão (secondhand smoke), por pessoas que não sejam fumantes "ativos". Ocorre quando a fumaça do tabaco permeia qualquer ambiente, causando a sua inalação por pessoas dentro desse ambiente. Os riscos para a saúde do fumo de segunda mão são uma questão de consenso científico e têm sido uma grande motivação para as leis antifumo em locais de trabalho e lugares públicos internos, incluindo restaurantes, bares e discotecas, bem como em alguns espaços públicos abertos.
O secondhand smoke não é bem o que a imagem abaixo mostra.
Fumante passivo (1)
Fumante passivo (2)

quinta-feira, 17 de maio de 2018

1045 - Interrompida a queda da mortalidade infantil no Brasil

Na faixa de crianças entre um mês e quatro anos, o número de óbitos em 2016 aumentou 11% no Brasil em relação a 2015, após 13 anos de queda. Apenas Rio Grande do Sul, Sergipe, Paraíba e Distrito Federal tiveram redução da mortalidade nesta faixa etária. Em alguns locais, como Roraima, o número de óbitos mais do que dobrou.
Esses dados acenderam um alerta no Ministério da Saúde, onde já se admite que os números de 2017 poderão ser ainda piores.
A recessão econômica, refletida na escassez de recursos públicos, e os cortes em determinados programas sociais do país (Rede Cegonha, PNAE, Bolsa Família, Mais Médicos etc) são apontados como fatores determinantes para o aumento mortalidade infantil.
É o tema de uma reportagem de Ligia Guimarães e Catherine Vieira em Valor Econômico.
Gráfico - Os dados brutos do MS, consolidados pelo Observatório da Criança e do Adolescente da Fundação Abrinq, indicam uma piora na taxa: para 12,7 mortos em mil nascidos vivos, em 2016; em 2015, foi 12,4.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

1044 - Enfisema mediastinal após orgia de sax

Para o Editor:
Recentemente, cuidamos de um homem de 24 anos, admitido no setor de emergência com sintomas de desconforto no tórax subesternal, falta de ar, dificuldade de deglutição e mudança na fala. O paciente afirmou estar bem até a noite anterior, quando passou a apresentar estes sintomas após tocar saxofone durante três horas.
Sua história médica não apresentou destaques. O paciente não era fumante e não possuía história de distúrbios respiratórios. No exame físico, foram percebidos uma crepitação no pescoço e um ruído mediastinal que variava com o ciclo cardíaco. O RX de tórax mostrou a presença de ar no pescoço e no mediastino, bem como no pericárdio. Não havia pneumotórax. Estudos de laboratório foram normais. O paciente foi internado para observação e oxigenoterapia. Seus sintomas melhoraram em dois dias, um RX de tórax subsequente foi normal, e ele recebeu alta hospitalar.
O risco de pneumonia de hipersensibilidade associada com o saxofone já foi relatado. No entanto, não encontramos relatos de barotraumas relacionados com o saxofone. Uma revisão dos problemas médicos apresentados por músicos tampouco menciona o potencial de barotrauma por outros instrumentos de sopro. Observou-se apenas que a alta pressão intratorácica provocada por oboé ou por trombeta pode prejudicar o retorno venoso. Comentários sobre barotrauma e enfisema mediastinal não mencionaram instrumentos de sopro, embora outras causas incomuns de barotrauma tenham sido relatadas.
Desejamos chamar a atenção de outros médicos para o risco potencial aparentemente associado a alguns instrumentos de sopro. Na ausência de diretrizes claras na literatura médica, fizemos algumas recomendações específicas para o nosso paciente, como a de praticar o "sax seguro" no futuro.
Richard W. Snyder, MD, Henry S. Mishel, MD, G. Chris Christensen, III, DO
Abington Pulmonary Associates, Ltd., Abington, PA 19001
N Engl J Med 1990; 323:758-759September 13, 1990DOI: 10.1056/NEJM199009133231116
8 Referências
http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJM199009133231116#t=article
91 - Soprando em si (pneumoparótida em tocador de tuba)

quinta-feira, 3 de maio de 2018

1043 - Linus Pauling e as vitaminas

Depois de ultrapassar os quarenta anos de idade, em 1941, Linus Carl Pauling descobriu que estava afetado por uma forma grave da doença de Bright, uma enfermidade renal potencialmente mortal, considerada incurável pela medicina da época. Com a ajuda do doutor Thomas Addis, de Stanford, Pauling conseguiu controlar a doença seguindo uma dieta pobre em proteínas e sem sal, algo fora do comum para a época. Addis também receitava a todos os seus pacientes maiores consumos de vitaminas e sais minerais e Pauling não foi uma exceção.
Em finais da década de 1950, Pauling investigou a ação das enzimas sobre as funções cerebrais. Pensava que as doenças mentais poderiam ser causadas, em parte, por disfunções enzimáticas. Quando em 1965 leu "A terapia de niacina em psiquiatria", publicação de Abram Hoffer, deu-se conta de que as vitaminas podiam ter importantes efeitos bioquímicos no organismo, para além dos relacionados com a prevenção de doenças provocadas por deficiência vitamínica. Em 1968, Pauling publicou na revista Science o seu mais importante artigo nesta área: "Psiquiatria ortomolecular [....]", em que inventou a palavra ortomolecular para descrever o conceito de controlo da concentração dos compostos presentes no corpo humano, no sentido de prevenir e tratar doenças. As ideias aí apresentadas constituíram a base da Medicina Ortomolecular, fortemente criticada pelos profissionais da medicina tradicional.
Nos anos seguintes, as investigações de Pauling sobre a vitamina C foram fonte de controvérsias, e alguns consideraram-nas fruto de charlatanismo. Em 1966, Irwin Stone desenvolveu o conceito de cura à base de altas doses de vitamina C. Depois deste desenvolvimento, Pauling começou a tomar vários gramas da vitamina (3 gramas por dia, segundo algumas fontes) para prevenir os resfriados. Entusiasmado com os resultados, interessou-se pela literatura sobre o tema e, em 1970, publicou "Vitamin C and the Common Cold" ("A vitamina C e o resfriado comum"). No ano seguinte, Pauling iniciou uma extensa colaboração com o oncologista britânico Ewan Cameron, trabalhando sobre o uso da vitamina C por via intravenosa ou por via oral em doentes de câncer em fase terminal.
Cameron e Pauling escreveram vários artigos e um livro de divulgação chamado "A vitamina C e o câncer", descrevendo as suas observações. Ainda que os resultados parecessem ser favoráveis, a campanha de publicidade negativa de que foi alvo, minou-lhe a credibilidade e as suas investigações durante muitos anos.
Desde as suas campanhas na luta contra os testes nucleares, na década de 1950, até às suas investigações em Biologia Ortomolecular, Pauling sempre esteve na corda bamba. Em 1985, Pauling ficou sem apoio, tanto financeiro institucional, como dos seus colegas. Não obstante, Pauling colaborou com o médico Abram Hoffer no desenvolvimento de uma dieta que incluía a vitamina C em altas doses, como um tratamento complementar contra o câncer.
A ideia que Pauling promoveu, de elevar as doses de vitamina C de forma prolongada para prevenir várias doenças, sempre foram causa de controvérsia (QuackWatch, Plos, WebMD), não impedindo, no entanto, que estudos posteriores voltassem a abordar o tema.
Em 1973, Linus Pauling fundou, juntamente com dois colegas seus, o Instituto de Medicina Ortomolecular, em Menlo Park. Neste instituto, cujo nome foi alterado, em seguida, para Instituto Linus Pauling de Ciência e Medicina, Pauling continuou a dirigir investigações sobre a vitamina C, mas também manteve o seu interesse em trabalhos de química e física teórica, até à sua morte em 1994. Durante os seus últimos anos de vida, interessou-se particularmente no possível papel que a vitamina C teria na prevenção da arteriosclerose, tendo publicado três artigos sobre o uso da vitamina C e da lisina, usadas para o alívio da angina de peito. Em 1996, dois anos depois da sua morte, o instituto mudou as suas instalações para Corvallis (Oregon), para fazer parte da Universidade Estadual do Oregon. No instituto realizam-se investigações sobre micronutrientes, fitonutrientes e outras maneiras de prevenir e tratar doenças através da dieta humana. WIKIPÉDIA
As vitaminas no Nova Acta
32 - Os bebedores de limão
202 - O orgasmo feminino
479 - Agnotologia
582 - O ácido fólico na gravidez
591 - Rússia, 1977
668 - Gaiolas para bebês
693 - A vitamina C e o zinco na prevenção do resfriado comum

quinta-feira, 26 de abril de 2018

1042 - Eletricidade e álcool não combinam

Algumas vezes acontece que uma solução para um problema acaba criando um novo problema.
Como exemplo, aqui está um caso em que a solução era um gel à base de álcool a 70% em um dispensador montado na parede de um hospital. O gel destinava-se a resolver os chamados problemas nosocomiais associados à fraca higiene das mãos nos hospitais.
Infelizmente, um profissional de saúde precisou de retirar uma roupa de isolamento de poliéster a 100%, pouco depois de usar o desinfetante, e isso causou uma centelha de eletricidade estática (de pelo menos 3000 volts), que então incendiou o gel em suas mãos e braços.
O relatório do incidente levou à remoção temporária dos dispensadores de mão à base de álcool em alguns hospitais, inclusive naqueles em que os profissionais de saúde foram encontrados repetidamente a lamber os dedos enquanto revisavam os gráficos hospitalares.
(https://www.improbable.com/2018/02/15/a-flash-fire-caused-by-a-hospital-hand-sanitizer/)
Sanitizante - tipo particular de desinfetante que reduz o numero de contaminantes bacterianos em níveis relativamente seguros.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

1041 - Febre amarela

Áreas de risco na América do Sul, CDC
O vírus da febre amarela, flavivírus, é transmitido ao ser humano pela picada de mosquitos infectados. O nome "febre amarela" vem da insuficiência hepática que causa icterícia, nome dado à cor amarelada da pele e do branco dos olhos.
A doença é diagnosticada com base nos sintomas, achados físicos, exames laboratoriais, e a possibilidade de exposição a mosquitos infectados. Muitos dos casos de febre amarela são leves, porém a doença pode ser grave e representar ameaça à vida.
Os sintomas de infecção grave são febre alta, calafrios, dor de cabeça, dores musculares, vômito e dor nas costas. Após um curto período de recuperação, a infecção pode levar a choque, sangramento e insuficiência renal e hepática. Infecções graves por febre amarela podem ser fatais. Os índices caso-fatalidade da doença grave variam de 15% a mais de 50%.
Existem dois tipos de febre amarela causados por dois ciclos diferentes de infecção:
- A febre amarela silvestre: é disseminada por mosquitos infectados em matas tropicais (por mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes). A transmissão ocorre quando o indivíduo é picado por mosquitos que se infectaram após alimentarem-se do sangue de macacos portadores do vírus. A febre amarela silvestre é rara e ocorre principalmente entre os indivíduos que habitam ou trabalham nas matas tropicais.
- A febre amarela urbana: é disseminada por mosquitos que foram infectados a partir de outras pessoas. O Aedes aegypti é a espécie de mosquito que geralmente transmite a febre amarela de um ser humano para outro. Esses mosquitos se adaptaram à vida urbana e sua larva cresce em pneus abandonados, vasos de flores, tambores e recipientes de armazenamento de água localizados perto das moradias humanas. A febre amarela urbana é a causa da maioria dos surtos e epidemias de febre amarela.
Não há tratamento específico para a febre amarela e os cuidados estão baseados nos sintomas. As etapas para prevenção da febre amarela incluem o uso de repelentes, roupa de proteção e vacinação.
Fontes
1.Center for Disease Control and Prevention. [Internet] Disponível em: https://www.cdc.gov/yellowfever/
2. Sanofi Pasteur.  [Internet] Disponível em: http://www.sanofipasteur.com.br/node/16902
3. Bio-Manguinhos. [Internet] Disponível em: https://www.bio.fiocruz.br/index.php/febre-amarela-sintomas-transmissao-e-prevencao
4. Nova Acta. [Internet] Disponível em: 441 e 969
Vídeo
Dr. Drauzio tira as principais dúvidas sobre o assunto e relata como pegou a doença no Amazonas (ele escreveu depois o livro "O médico doente").

domingo, 8 de abril de 2018

1040 - Sistema Braille

Hoje, 8 de abril, celebramos o Dia Nacional do Sistema Braille.
A data é dedicada à reflexão sobre a importância de mecanismos que favoreçam o desenvolvimento das pessoas cegas ou com baixa visão. O sistema Braille de escrita e leitura foi criado há cerca de 200 anos na França. Chegou ao Brasil por meio de José Álvares de Azevedo, que aprendeu a técnica ainda criança e se dedicou a disseminá-la, com apoio do Instituto de Cegos, hoje Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro.
"Una sociedad inclusiva es buena para todos. Cuando creamos un ambiente más favorable para alguien con alguna necesidad, estamos haciendo la vida más agradable para todo el mundo,"

quinta-feira, 29 de março de 2018

1039 - Aspectos médicos da crucificação

Crucificação vista a partir da cruz, por J. Tissot.
Atualmente no Brooklyn Museum, em NY
Diversas teorias já tentaram explicar, através de conhecimentos médicos dos séculos XIX e XX, as circunstâncias da morte de Jesus na cruz. Foram elas propostas por vários tipos de profissionais: médicos, historiadores e, até mesmo, místicos.
A maior parte das teorias propostas por médicos concluíram que Jesus suportou um enorme sofrimento e muita dor na cruz antes de sua morte. Em 2006, o clínico geral John Scotson revisou quarenta publicações sobre a causa da morte de Jesus em que as teorias variaram de ruptura cardíaca a embolismo pulmonar.
Em 1847, baseando-se em João 19:34, o médico William Stroud propôs a "teoria da ruptura cardíaca" como a causa mortis de Jesus. A "teoria da asfixia" tem sido objeto de diversos experimentos que simularam a crucificação em voluntários saudáveis e muitos médicos concordam que ela causa um profundo comprometimento na capacidade respiratória da vítima. Um efeito da asfixia por exaustão é que a vítima da crucificação sente uma progressiva dificuldade para obter fôlego suficiente para falar, o que foi apresentado como uma possível explicação para os relatos de que as últimas palavras de Jesus teriam sido apenas curtas exclamações.
A "teoria do colapso cardiovascular" é a explicação moderna prevalente e sugere que Jesus morreu por causa de um estado de choque. De acordo com esta teoria, a flagelação e a fixação na cruz com pregos deixaram Jesus fraco e desidratado, levando-o finalmente ao colapso cardiovascular.
No Journal of the American Medical Association (JAMA), o médico William Edwards e seus colegas defenderam uma combinação das teorias do colapso cardiovascular (via choque hipovolêmico) e da asfixia por exaustão, assumindo que a "água" que verteu do ferimento no flanco de Jesus, descrito em João 19:34, seria o líquido pericárdico.
Em seu livro "A Crucificação de Jesus", o médico e patologista Frederick Zugibe apresentou um conjunto de teorias tentando explicar a colocação dos pregos, as dores e a morte de Jesus em grande nível de detalhe. Zugibe realizou diversos experimentos com voluntários para testar suas teorias, cujos resultados variaram com a existência de um suporte para os pés.
Pierre Barbet, um médico francês e cirurgião-chefe no Hospital de São José, em Paris, também apresentou teorias detalhadas sobre a morte de Jesus. Ele lançou a hipótese de que Jesus teria que relaxar seus músculos para conseguir fôlego suficiente para dizer suas palavras finais por conta da asfixia por exaustão. Outra hipótese proposta por ele foi que uma pessoa crucificada teria que se utilizar de seus pés, perfurados por pregos, para conseguir erguer seu corpo o suficiente para conseguir fôlego para falar.
Num artigo para a Catholic Medical Association, Phillip Bishop e o fisiologista Brian Church sugeriram uma nova teoria baseada no "trauma de suspensão".
Em 2003, os historiadores F.P. Retief e L. Cilliers revisaram a história e a patologia da crucificação como esta era realizada pelos romanos e sugeriram que a causa da morte se dava por uma combinação de fatores. Eles também afirmaram que os soldados romanos de guarda eram proibidos de deixar o local enquanto o condenado não estivesse morto.
Extraído de: Crucificação de Jesus/WIKIPÉDIA

sábado, 17 de março de 2018

1037 - O efeito Doppler

É um fenômeno físico observado nas ondas quando emitidas por um objeto que está em movimento com relação a um observador. Foi-lhe atribuído este nome em homenagem a Johann Christian Andreas Doppler (29 de novembro de 1803 - 17 de março de 1853), que o descreveu teoricamente pela primeira vez em 1842.
Quem foi Christian Doppler
Físico austríaco que descreveu como a frequência observada de ondas sonoras é afetada pelo movimento relativo da fonte e do detector. Em 1845, para testar sua hipótese, Doppler usou dois conjuntos de trompetistas: um conjunto estacionário em uma estação de trem e um outro movendo-se em um trem aberto, todos segurando a mesma nota. À medida que o trem passava pela estação, era óbvio que a frequência das notas dos dois grupos não coincidia. As ondas sonoras teriam uma frequência mais alta se a fonte se movesse em direção ao observador e uma freqüência mais baixa se a fonte estivesse se afastando do observador.
Edwin Hubble usou o efeito Doppler da luz de estrelas distantes para determinar que o universo está se expandindo. E, na medicina, a ecocardiografia utiliza-se deste efeito para medir a direção e velocidade do fluxo sanguíneo.
Um efeito interessante predito por Lord Rayleigh no seu livro clássico sobre o som: se a fonte está se movendo com o dobro da velocidade do som, uma música emitida por esta fonte seria ouvida no tom e compasso certos, mas de trás para a frente.

quinta-feira, 8 de março de 2018

1036 - Nise da Silveira, uma psiquiatra rebelde

Nise da Silveira
Retrato por Pedro Celso Cruz
Psiquiatra brasileira e aluna de Carl Jung, Nise da Silveira (Maceió, 15 de fevereiro de 1905 — Rio de Janeiro, 30 de outubro de 1999) ficou conhecida pela contribuição à luta antimanicomial e por ter implementado a terapia ocupacional e as artes no tratamento das doenças psiquiátricas.
Ela se formou em 1926 - era a única mulher em uma turma com 157 alunos. Casou-se à época com o sanitarista Mário Magalhães da Silveira, seu colega de turma na faculdade, com quem viveu até o falecimento de Mário em 1986. O casal não teve filhos, por um acordo entre ambos, que queriam dedicar-se intensamente à carreira médica.
Foi presa durante o Estado Novo, acusada de envolvimento com o comunismo, e dividiu a cela no presídio da Frei Caneca com Olga Benário, militante do movimento no Brasil. Naquele presídio também se encontrava preso Graciliano Ramos, e ela se tornou uma das personagens de seu livro "Memórias do Cárcere".
Reintegrada ao serviço público, iniciou seu trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional Pedro II, no Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro, onde retomou sua luta contra as técnicas psiquiátricas que considerava agressivas aos pacientes. Por sua discordância com os métodos adotados nas enfermarias, recusando-se a aplicar eletrochoques em pacientes, Nise da Silveira foi transferida para o trabalho com terapia ocupacional, atividade então menosprezada pelos médicos.
Em 1946, fundou naquela instituição a "Seção de Terapêutica Ocupacional". No lugar das tradicionais tarefas de limpeza e manutenção que os pacientes exerciam sob o título de terapia ocupacional, ela criou ateliês de pintura e modelagem. Com a intenção de possibilitar aos doentes reatar seus vínculos com a realidade, e assim revolucionando a psiquiatria praticada no país.
Nise criticou, discutiu e revolucionou o tratamento psiquiátrico e as condições dos manicômios no Brasil.
Em 1952, ela fundou o Museu de Imagens do Inconsciente, no Rio de Janeiro, um centro de estudo e pesquisa destinado à preservação dos trabalhos produzidos nos estúdios de modelagem e pintura que criou na instituição, valorizando-os como documentos que abriam novas possibilidades para uma compreensão mais profunda do universo interior do esquizofrênico.
Sua pesquisa em terapia ocupacional e o entendimento do processo psiquiátrico por meio das imagens do inconsciente deram origem a diversas exibições, filmes, documentários, audiovisuais, cursos, simpósios, publicações e conferências.
Em reconhecimento a seu trabalho, Nise foi agraciada com diversas condecorações, títulos e prêmios em diferentes áreas do conhecimento.

quinta-feira, 1 de março de 2018

1035 - Frenologia e cranioscopia



O médico alemão Johann Spurzheim foi assistente de Franz Joseph Gall, que desenvolveu a frenologia, uma teoria comumente aceita no século 19 e início do século 20, que reivindicava ser possível determinar o caráter, as características da personalidade e o grau de criminalidade pela forma da cabeça.
Com o que aprendeu durante os anos em que conviveu com o mestre, Spurzheim elaborou a cranioscopia.
O dispositivo aqui retratado era usado para estudar as características do crânio para a frenologia.
Cabinet of curiosites, via Pat's blog.
859 - O destino da frenologia

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

1034 - Óculos de inversão

O filme documenta um experimento clássico realizado em 1950 por Ivo Kohler e Theodor Erismann na Universidade de Innsbruck, na Áustria. Erismann é a pessoa mais velha do filme, e Kohler, seu assistente de pesquisa, neste filme, é a pessoa que usa os óculos de inversão (inversion goggles).
(As legendas são todas em alemão.)
Experiments show we quickly adjust to seeing everything upside-down, The Guardian
Ver também:
A bicicleta invertida

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

1033 - Quanto álcool o corpo humano consegue suportar?

Não existe um preciso limite letal para a presença de álcool no organismo humano. A tolerância é muito variável de indivíduo para indivíduo. O recorde francês de alcoolemia nas estradas foi medido em 2005 pela polícia da região do Ain: um homem de 37 anos que apresentava uma taxa de álcool no sangue de 10 gramas por litro. Na Europa, o recorde pertence a um polonês, de 30 anos, com uma taxa de alcoolemia de 13,74 gramas por litro de sangue.
Em entrevista, o médico francês Philip Batel, especialista em adicções, falou para Cécile Thibert, do Le Figaro Santé, sobre essas desigualdades da embriaguez.
Figaro Santé – Existe um limite que não pode ser superado, ou o corpo humano pode se adaptar a alcoolemias muito elevadas?
Philip Batel – “Não existe um limite letal de álcool, a tolerância é muito variável segundo os indivíduos. Essa desigualdade da embriaguez é devida a vários fatores. O sexo da pessoa, para começar. As mulheres são muito mais sensíveis que os homens aos efeitos tóxicos, principalmente porque elas são, em geral, menores e mais leves, e possuem mais tecidos gordurosos do que os homens. O álcool se difunde mais facilmente através desse tipo de tecidos.
Existe igualmente o fator genético. Certas pessoas são capazes de tolerar, de modo provisório, alcoolemias muito elevadas. O hábito também é um fator importante. Uma pessoa dependente do álcool habituada a beber todos os dias irá tolerar mais uma importante quantidade de álcool do que uma pessoa que bebe apenas ocasionalmente. O fato de a pessoa consumir também outros produto tóxicos além do álcool – penso sobretudo à cocaína e as anfetaminas – engendra também um aumento considerável da tolerância. Mais a pessoa possui uma tolerância elevada, mais o seu cérebro será capaz de produzir modificações neuronais que lhe permitem resistir ao álcool.
FS – Mas uma boa tolerância significa que os efeitos deletérios do álcool no organismo serão menores?
Não, ao contrário. A tolerância é o reflexo de um sofrimento cerebral. Mais uma pessoa possui uma tolerância elevada, mais o seu cérebro sofre modificações neuronais que lhe permitem resistir ao álcool. Quando o cérebro esgota suas forças e não consegue mais resistir à intoxicação alcoólica aguda, todo o corpo entra no estado de coma. Isso corresponde a uma perda de consciência provocada pelo efeito do álcool no sistema nervoso. Isso se manifesta de diferentes formas, indo desde uma grande sonolência a um coma profundo no qual o reflexo de deglutição desaparece. Estimamos que com 1,5 grama de álcool no sangue, cerca de 30% da população entrará em coma etílico. O risco de coma etílico é particularmente importante quando uma quantidade de álcool situada entre 2 e 4 gramas por litro de sangue é consumida rapidamente.
FS – A embriaguez pode ser mortal?
Sim, indiretamente. A morte mais frequentemente acontece por causa de um sufocamento provocado por vômitos ou pela posição da língua no interior da boca. Tomar grandes quantidades de álcool em pouco tempo pode igualmente provocar complicações metabólicas graves, tais como a hipoglicemia ou uma hepatite aguda, embora isso aconteça mais raramente.
Na França, o álcool é responsável pela morte de 28% das pessoas que perecem em acidentes estradais. Isso faz dele a primeira causa de acidentes, mais que a velocidade excessiva e o uso do telefone celular ao volante.
Le Figaro / brasil247

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

1032 - O tardio reconhecimento a Mendel

Mendel, 1862


Em 1865, o monge austríaco e botânico Gregor Mendel, que descobriu as leis da genética, aos 42 anos, leu o seu primeiro artigo científico à Sociedade Brünn para o estudo das Ciências Naturais, na Morávia. Publicado em 1866, nele Mendel descrevia suas investigações com plantas de ervilha. Embora tenha enviado 40 reimpressões de seu artigo a biólogos proeminentes em toda a Europa, incluindo Darwin, apenas um interessou-se o suficiente para responder. A maioria das reimpressões, incluindo a de Darwin, foram descobertas mais tarde com as páginas sem cortes, o que significa que nunca foram lidas. Felizmente, 18 anos após a morte de Mendel, três botânicos em três países diferentes pesquisando as leis da hereditariedade, na primavera de 1900, perceberam que Mendel os tinha encontrado primeiro. E Mendel foi finalmente reconhecido como o pioneiro no campo que ficou conhecido como genética.
Mendel's first scientific paper, TIS - Science Events in February, 8

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

1031 - A interconectividade da vida

"A capacidade de errar ligeiramente é a verdadeira maravilha do DNA. Sem esse atributo especial, seríamos ainda bactérias anaeróbias e a música não existiria..." ~ Lewis Thomas, "The Medusa and the Snail: More Notes of a Biology Watcher" (*)
O estadunidense Lewis Thomas (25 de novembro de 1913 - 3 de dezembro de 1993) era médico, poeta, etimologista, ensaísta, administrador, educador, conselheiro de política e pesquisador. Tornou-se também conhecido por seus ensaios reflexivos sobre uma ampla gama de tópicos em biologia.
 Em seu livro para leigos "Lives of a Cell", ele divulgou que o que se vê no microscópio é semelhante a como os seres humanos vivem, e deu ênfase à interconectividade da vida. Thomas causou impacto ao sugerir que um mecanismo de vigilância imunológica nos protege contra os possíveis estragos causados por células mutantes, uma ideia mais tarde desenvolvida por MacFarlane Burnett. Ele também propôs que os vírus tenham desempenhado um papel importante na evolução das espécies por sua capacidade de mover partes de DNA de um indivíduo para outro / de uma espécie para outra.
(*) Em 950 - A capacidade de errar do DNA, Nova Acta, esta citação foi atribuída a Antoine-Thomson d 'Abbadie. A esclarecer a autoria.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

1030 - Acidentes com fogos de artifício no Brasil

Considerada uma das maiores celebrações do País, as festas juninas não são apenas sinônimo de diversão, mas também de aumento do risco de queimaduras e acidentes com fogos de artifício. De acordo com levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), além de mortes – aproximadamente 10 a cada ano –, o manuseio inadequado desse tipo de explosivo tem levado à internação, em média, 500 pessoas por ano. Queimaduras, lesões com lacerações e cortes, amputação de membros, lesões auditivas, de córnea ou perda da visão são alguns dos principais perigos nesta época do ano.
Segundo dados do Ministério da Saúde, de 2008 a 2016, 4.577 pessoas foram internadas para tratamento por acidentes com fogos de artifício, com destaque para os estados da Bahia (961 hospitalizações), São Paulo (850) e Minas Gerais (640). No mesmo período, 133 pessoas foram internadas devido a esses acidentes no estado do Ceará.
Clique aqui para ver os números de internações, de 2008 a 2016, por queima de fogos de artifício no Brasil, por estado e ano de atendimento. Fonte: SIH/SUS
“Em média, são registradas cerca de 85 internações no Brasil somente no mês de junho. Se considerarmos que em algumas regiões as festas juninas têm início nas quermesses de maio e vão até julho, podemos verificar que um terço de todas as hospitalizações do ano acontecem apenas neste período de 90 dias”, explica Pedro Nader, coordenador da Comissão de Cirurgia Plástica do CFM, que mantém um núcleo de queimaduras.
Nader acrescenta que, em caso de acidente, as pessoas devem procurar o serviço de saúde mais próximo, para atendimento médico adequado. “Se possível, lave o ferimento com água corrente, evite tocar na área queimada e não use nenhuma substância sobre a lesão – como manteiga, creme dental, clara de ovo e pomadas”, recomenda.
Jornal do CFM, n.º 269, julho de 2017

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

1029 - Cresce a incidência de câncer no mundo

Estima-se que, somente entre os anos de 2016 e 2017, 600 mil novos casos de câncer afetarão a população brasileira. Os tumores pediátricos respondem por, aproximadamente, 3% desses casos – o que atinge crianças e adolescentes até os 19 anos. Dos 600 mil novos casos, entre a população masculina é esperada a incidência de 295.200 novos casos e, entre a feminina, 300.800.
Os dados são da publicação bienal do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Estimativa 2016, que aponta que 60% dos pacientes no Brasil são diagnosticados em estágio avançado da doença.
Com tratamento de alta complexidade, o câncer de pele não-melanoma é o mais frequente na população brasileira, sendo seguido, entre os homens, pelos cânceres de próstata, pulmão, intestino, estômago e cavidade oral. Entre as mulheres, os tipos de cânceres mais frequentes são de mama, intestino, colo de útero, pulmão e estômago. De acordo com o World Cancer Research Fund International (WCRF), a incidência de câncer no mundo cresceu em 20% na última década.
O rol de especialidades e áreas de atuação médica foi ampliado: oncologia clínica e cirurgia oncológica são as duas novas especialidades, enquanto oncologia pediátrica tornou-se área de atuação reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). É o que estabelece a Resolução CFM nº 2.162/2017, já em vigor.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

1028 - Uma balança inercial revela flutuações rápidas de massa em células de mamíferos

RESUMO - A regulação do tamanho, volume e massa nas células vivas é fisiologicamente importante e a desregulação desses parâmetros dá origem a doenças. A massa celular é amplamente determinada pela quantidade de água, proteínas, lipídios, carboidratos e ácidos nucleicos presentes em uma célula e está fortemente ligada ao metabolismo, à proliferação e à expressão gênica.
Crédito: Martin Oeggerli / Universidad de Basilea
Tecnologias emergiram nos últimos anos que possibilitam rastrear as massas de células suspensas simples e células aderentes. No entanto, não era possível rastrear células aderentes individuais em condições fisiológicas com resoluções de massa e tempo necessárias para observar a rápida dinâmica celular.
Aqui, apresentamos uma "picobalança" inercial que mede a massa total de células aderentes simples ou múltiplas em condições de cultura durante dias com resolução de tempo de milissegundo e sensibilidade de massa de picograma. Usando nossa técnica, observamos que a massa de células vivas de mamíferos flutua intrinsecamente por cerca de um a quatro por cento em intervalos de tempo de segundos ao longo do ciclo celular.
As experiências ligam essas flutuações de massa aos processos celulares básicos de síntese de ATP e transporte de água. Além disso, mostramos que o crescimento e a progressão do ciclo celular são detidas em células infectadas com vírus vaccinia, mas as flutuações de massa continuam até a morte celular. Nossas medidas sugerem que todas as células vivas apresentam flutuações de massa rápidas e sutis ao longo do ciclo celular.
Como o nosso equilíbrio celular é fácil de manusear e compatível com microscopia de fluorescência, antecipamos que nossa abordagem contribuirá para a compreensão da regulação da massa celular em vários estados celulares e em prazos, o que é importante em áreas como fisiologia, pesquisa sobre câncer, diferenciação de células-tronco e descoberta de drogas.
doi : 10.1038 / nature24288
As melhores imagens científicas de 2017, LA CRONICA.com
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12/01/2018 - 200 K
NOVA ACTA ALCANÇA A MARCA DE 200 MIL ACESSOS.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

1027 - Alguém já pegou o resfriado comum no espaço?

As agências espaciais, como a NASA, são extremamente cautelosas com qualquer doença antes de enviar os astronautas para o espaço. Qualquer problema de saúde - da gripe suína para a gripe comum - pode ser desastroso para todos os membros da tripulação, pois a microgravidade enfraquece o sistema imunológico, tornando a doença muito mais proeminente. O resfriado comum, por exemplo, com o congestionamento que causa nas vias aéreas, pode fazer com que os ouvidos fiquem bloqueados, especialmente durante as mudanças de pressão que ocorrem numa caminhada espacial.
Como prevenção, os astronautas são mantidos em quarentena antes de se deslocarem para o espaço. Além disso, para verificar se há problemas pré-existentes, os astronautas devem ser submetidos a um exame físico completo. Isso inclui swabs e outros testes de laboratório na semana que antecede o lançamento. Após o exame inicial e sete dias antes da decolagem, o contato dos astronautas com outras pessoas é limitado. Esta etapa do processo de quarentena é rigorosa e até mesmo o médico da equipe que acompanha os testes permanece isolado com a equipe. E qualquer pessoa que adoeça durante este período é proibida de trabalhar com os membros da tripulação.
No entanto, apesar de testes tão rigorosos, houve astronautas que ficaram doentes no espaço. Wally Schirra (foto acima), da Apollo 7, teve um resfriado no meio de sua missão. Outros astronautas, como Frank Borman, da missão Apollo 8, Hans Schlegel e outros astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional, também ficaram doentes, mas isso se deveu principalmente a seus corpos tentando se adaptar à microgravidade.
Has anyone ever caught the common cold in space?, Space Answers

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

1026 - Por que os medicamentos apresentam estranhos nomes?

Você deve ter notado que cada medicamento de marca tem um segundo nome - por exemplo, Prozac ® (fluoxetina). Este segundo nome, fluoxetina, é o nome do princípio ativo, que é também o de sua forma genérica. E, acredite ou não, estes segundos nomes ​​são apelidos realmente convenientes. É muito mais fácil dizer fluoxetina do que dizer ( RS )-N-metil-3-fenil-3-[4 - (trifluorometil) fenoxi]-propan-1-amina.
Cada nome de um princípio ativo tem duas partes principais. A metade de trás do nome, o sufixo, é o mesmo para todas as drogas de uma determinada classe. Por exemplo, há toda uma série de medicamentos para a redução do colesterol que terminam em -statina: atorvastatina, fluvastatina, rosuvastatina, sinvastatina e vários outros.
Alguns outros sufixos de classe incluem:
 -oxetina para uma classe de antidepressivos, como a fluoxetina;
-sartana para uma classe de drogas que baixam a pressão arterial, como a losartana;
-afil para uma classe de drogas para a disfunção erétil, como o sildenafil (Viagra);
-lucaste para uma classe de medicamentos anti-asmáticos, como o montelucaste (Singulair);
-azepam para uma classe de medicamentos anti-ansiedade, como o diazepam (Valium);
-coxib para uma classe de analgésicos anti-inflamatórios, como o celecoxib (Celebrex);
-dronato para uma classe de drogas que evitam a perda de cálcio, tais como o alendronato;
-formina para uma classe de medicamentos para diabetes, como a metformina (Glucophage), e
-prazol para uma classe de redutores de ácido do estômago, como omeprazol;
-conazol para uma classe de anti-fúngicos;
-vir dos antivirais, com um número de subclasses, incluindo -amivir para uma classe que inclui o zanamivir, medicamento anti-gripe (Relenza); -ciclovir para uma classe que trata do herpes (tal como famciclovir (Famvir)), e -navir para anti-retrovirais para o tratamento de HIV, tais como indinavir (Crixivan)
Então, de onde é que esses sufixos vêm? Costumavam vir do nome químico completo, mas agora eles estão, por vezes, tendo a origem em determinados termos descritivos.
Quanto ao prefixo (que identifica a droga entre as demais de sua classe), pode ser escolhido pelo laboratório que desenvolveu a droga (embora sujeito às regras e à aprovação do USANC). Então, é aguardar que os médicos, os pacientes e os departamentos de marketing a tornem bem sucedida. Ou não. Mas se for, você pode apostar que todos vão chamá-la pelo nome de marca.
How do prescription drugs get such crazy names? por James Harbeck, THE WEEK

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

1025 - O espirômetro de Hutchinson



A silhueta de J. Hutchinson (1811 - 1861) e seu espirômetro, ilustrando a posição correta para a medida da Capacidade Vital
- Th. Similowski y col. Rev Mal Respir 1997

Contribuições de J. Hutchinson
- Projeto do primeiro espirômetro moderno
- Conceito e nome da Capacidade Vital (CV)
- Impacto da CV nas enfermidades
- Relação da CV com a altura (não com o peso)
- Mais de 4 mil espirometrias realizadas
No Scribd 
HISTÓRIA DA ESPIROMETRIA
HISTÓRIAS DA HISTÓRIA DA ESPIROMETRIA

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

1024 - Mãe da Enfermagem

Ao bisbilhotar no YouTube à procura de um documentário inglês chamado a "A BELEZA DOS DIAGRAMAS", logo no primeiro episódio deparei-me com esta heroína e estatística da Guerra da Crimeia (1853-1856), de nome Florence Nightingale, que salvou a vida de muita gente com o seu diagrama que demonstrou, de forma cabal, que estava morrendo muito mais soldados feridos, à falta das condições sanitárias mínimas nos hospitais ingleses, do que nas refregas propriamente. Alem do mais, uma grande humanista. ~ Jaime Nogueira
Pensamentos de Florence
É necessária uma certa dose de estupidez para se fazer um bom soldado.
A Enfermagem é uma arte; e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor; pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes; poder-se-ia dizer, a mais bela das artes!
Acho que os sentimentos se perdem nas palavras. Todos deveriam ser transformados em ações, em ações que tragam resultados.
Eu uso a palavra Enfermagem na falta de uma melhor. Ela tem sido limitada para significar pouco mais do que a administração de medicamentos e a aplicação de emplastros. Ela deve significar o uso adequado de ar fresco, luz, calor, limpeza, tranquilidade, a seleção adequada e a administração de uma dieta - tudo à menor despesa de energia vital para o paciente.
A lei é a manifestação contínua da presença de Deus - não uma razão para acreditar na sua ausência.
Eu atribuo o meu sucesso a isto: eu nunca desisto ou dou alguma desculpa.
Estou convencida de que os maiores heróis são aqueles que fazem o seu dever na rotina diária de assuntos domésticos, enquanto o mundo gira de forma enlouquecedora.
Se eu pudesse dar-lhe informações da minha vida seria para mostrar como uma mulher de capacidade muito comum tem sido liderada por Deus em caminhos estranhos e não acostumados a fazer em Seu serviço o que Ele tem feito nela. E se eu pudesse dizer-lhe tudo, você iria ver como Deus fez tudo, e eu nada. Eu tenho trabalhado duro, muito duro, isso é tudo; e eu nunca recusei nada a Deus.
As mulheres nunca têm uma meia-hora em todas as suas vidas que elas possam chamar de sua, sem medo de ofender ou de ferir alguém. Por que as pessoas se sentam tão tarde, ou, mais raramente, se levantam tão cedo? Não é porque o dia não é o suficiente, mas porque elas não têm nenhum momento do dia para si mesmas.
Viva a vida quando você a tiver. A vida é um presente maravilhoso - não há nada de pequeno nisso.
O primeiro requisito de um hospital é que ele jamais deveria fazer mal ao doente.
Escolhi os plantões, porque sei que o escuro da noite amedronta os enfermos. Escolhi estar presente na dor porque já estive muito perto do sofrimento. Escolhi servir ao próximo porque sei que todos nós um dia precisamos de ajuda.Escolhi o branco porque quero transmitir paz. Escolhi estudar métodos de trabalho porque os livros são fonte de saber. Escolhi ser Enfermeira porque amo e respeito a vida!
Ver também: 
990 - Os métodos gráficos de Florence Nightingale

domingo, 10 de dezembro de 2017

1023 - Os postulados de Koch

O Doodle Google de hoje homenageia Robert Koch (1843 -1910). Ele recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina de 1905 pela descoberta da bactéria que causa a tuberculose. Mas, o mais importante: Koch foi o cientista que descobriu como estudar bactérias.
Ele primeiro isolou culturas de bactérias em fatias de batata, depois se tornou uma dos primeiros a adotar a placa de Petri (o Doodle Google de hoje inclui imagens de ambos). Koch também foi pioneiro no uso de ágar que, ainda hoje, mais de um século depois, é o meio usado para a maioria das culturas bacterianas. Sem o seu trabalho, não poderíamos estudar como as bactérias crescem, como combatê-las ou quais produtos químicos potencialmente úteis elas produzem.
Koch também lançou as bases para a bacteriologia moderna, descrevendo os quatro critérios para ligar uma doença a um patógeno.
  1. O organismo deve sempre estar presente, em todos os casos da doença. 
  2. O organismo deve ser isolado de um hospedeiro contendo a doença e cultivado em cultura pura. 
  3. As amostras do organismo retirado da cultura pura devem causar a mesma doença quando inoculadas em um animal saudável e suscetível no laboratório. 
  4. O organismo deve ser isolado do animal inoculado e deve ser identificado como o mesmo organismo do hospedeiro inicialmente doente. 
Ele usou estes postulados para descobrir as bactérias que causam o antraz (em 1876), a tuberculose (em 1882) e a cólera (em 1884). Utilizando-se dos métodos de Koch, outros cientistas encontraram as bactérias responsáveis por várias outras doenças, inaugurando em torno da virada do século XX o que foi chamado de Era de Ouro da Bacteriologia.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

1022 - A utilização de amianto no Brasil ofende postulados constitucionais, diz STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu na quarta-feira (29) a extração, industrialização, comercialização e distribuição de todos os tipos de amianto no país. Com isso, encerra-se um longo debate jurídico sobre este material, comum em telhados do Brasil e cujos fragmentos podem liberar no ambiente elementos cancerígenos, facilmente inaláveis.
No julgamento, os ministros do STF declararam inconstitucional o artigo de uma lei federal que autorizava o amianto do tipo crisotila - outro tipo, o anfibólio, já era proibido desde 1995. Os ministros já haviam se posicionado contra os interesses da indústria do amianto em agosto, mas agora a decisão tem efeito vinculante. Ou seja, tribunais são orientados a seguir posição da Corte quando confrontados com questionamentos semelhantes.
"A utilização do amianto ofende postulados constitucionais e, por isso, não pode ser objeto de normas autorizativas", declarou o ministro Celso de Mello, em referência aos artigos que protegem a saúde do cidadão e o meio ambiente.
Minaçu
O berço do amianto brasileiro é a cidade de Minaçu, norte de Goiás. Em tupi-guarani, açu significa grande. O nome da cidade de Minaçu vem a calhar, já que ali está a maior jazida de amianto da América Latina, em operação desde a década de 1960.
Toda a produção nacional tem origem no município e abastece fábricas brasileiras e também outros países . Só este ano, foram vendidas para o exterior 60 mil toneladas de amianto, por um valor de US$ 31 milhões.
Apesar da grandeza da mina, o amianto não está entre os principais produtos de exportação do Brasil. Este ano, ocupa a posição 251 do ranking de vendas ao exterior, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviço. Sua importância econômica é local, para Goiás e Minaçu.
Câncer
A Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (Iarc, na sigla em inglês), ligada à Organização Mundial de Saúde (OMS), afirma que "todas as formas de amianto são cancerígenas". O principal câncer relacionado ao amianto é o mesotelioma, que acomete membranas que revestem órgãos como o pulmão. É uma doença rara, que pode demorar até 40 anos para se manifestar a partir da exposição ao amianto e que mata em cerca de um ano. O diagnóstico é muito difícil. Entre 1980 a 2010, ocorreram 3,7 mil mortes por mesotelioma no Brasil, segundo estudo do médico sanitarista Francisco Pedra, da Fiocruz.
 Além disso, a Iarc também relaciona o amianto a cânceres de pulmão, laringe e ovário. "Essa agência da OMS faz um levantamento de todos os artigos científicos existentes. Quando atesta que um agente é cancerígeno, é porque existem evidências científicas consistentes", aponta Ubirani Otero, epidemiologista do Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde.
 Além de cânceres, o amianto também está relacionado à asbestose, uma doença que pode provocar enrijecimento no pulmão e insuficiência respiratória.

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

1021 - O dedo de Morton

Muitas pessoas acham que têm pés estranhos: ou que seu dedão é muito pequeno ou que os outros dedos são muito grandes. Essas pessoas podem ter o chamado dedo de Morton.
Mais corretamente chamado de pé de Morton, a anomalia refere-se a um segundo dedo do pé que parece mais longo que o primeiro dedo (foto), porque o primeiro osso metatarsiano é curto em relação ao segundo. Foi descrito pela primeira vez pelo cirurgião ortopedista americano Dudley Joy Morton (1884-1960). É também chamado de pé grego porque os gregos antigos o achavam esteticamente atraente, incorporando-o em pinturas e esculturas. O David de Michelangelo é um dos exemplos.
O dedo de Morton acontece em cerca de 20% das pessoas no mundo e, segundo uma pesquisa no Brasil, em 33% dos brasileiros.
Por ser simplesmente uma variação na forma do pé, não requer nenhum tratamento a menos que o portador apresente sintomas. Este tipo de pé pode estar relacionado com o surgimento de algumas patologias, como: metatarsalgia, neuroma de Morton, fascite plantar, calosidades etc.
Tampouco existe prevenção para o dedo de Morton, pois esta é uma condição anatômica hereditária e que está ligada a alguns tipos de pé, como o grego e o céltico, de uma classificação baseada em etnias:
Fontes:
http://www.pessemdor.com.br/blog
www.news-medical.net/health
Curiosidade:
Você sabia que a Estátua da Liberdade em Nova Iorque tem os pés de Morton?
Ver também:
Nomenclatura para os dedos do pé e Quem fratura um dedo fatura um amigo.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

1020 - Estimativas da estatura

Estatura é definida como o tamanho ou a altura de um ser humano. Sua medida deve ser feita, preferencialmente, de forma direta através de um antropômetro.
É importante ressaltar que após os 40 anos de idade ocorre uma redução da estatura de 1,0 a 2,5 cm por década, decorrentes da redução dos discos intervertebrais, achatamento das vértebras e acentuação da cifose dorsal, lordose e escoliose.
Nem sempre o paciente encontra-se em condições de submeter-se ao procedimento direto como, por exemplo, os cadeirantes e os pacientes acamados. Desta forma, podemos lançar mão de fórmulas de estimativas da estatura.
Uma delas é a que utiliza a medida da envergadura para estimar a estatura, como já descrevemos anteriormente.
Outra é a que estima a estatura a partir da medida da altura do joelho, sobre a qual são aplicadas fórmulas que levam em consideração o gênero, a etnia e a faixa etária do paciente.
Chumlea WC, 1985 e 1994. In: CNNutro
87 - Altura x envergadura
965 - As principais dúvidas suscitadas pela postagem ALTURA x ENVERGADURA

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

1019 - Dia histórico na vida de Rosemberg

por Ana Margarida Furtado Arruda Rosemberg
Era o dia 15 de novembro de 1915. A Europa estava em guerra. No Brasil, um trem vindo de Santos chegava de mansinho à Estação da Luz, em São Paulo. Da janela, um garoto de apenas seis anos, trajando calças curtas, meias de cano longo e suspensório, contemplava maravilhado a arquitetura da bela estação quando sua mãe, Sisel, lhe fala em ídiche. Joe, chegamos!
O pai, Emanuel, não disfarçava a alegria do reencontro com sua mulher e seu filho, depois de um mês de separação. Tinha-os deixado em Buenos Aires e vindo para São Paulo, ganhar a vida. Finalmente, estava com tudo pronto para recebê-los e foi buscá-los no Porto de Santos, de onde tomaram aquele trem rumo à capital paulista.
O sol alto e forte banhava de intensa luz a provinciana cidade de 350 mil habitantes e, naquela manhã, uma grande parada militar se formava em frente à Estação, para comemorar o dia da Proclamação da República. Bandeiras verde-amarelas tremulavam nas mãos dos transeuntes que se apinhavam para ver e aplaudir os militares engalanados, cheios de medalhas, marchando garbosos ou desfilando em cima de cavalos. Emanuel Rosemberg logo se apressou para apanhar um coche e se dirigir à sua residência, pois a viagem de navio, na 3ª classe, tinha sido muito cansativa para sua mulher e seu filho.
No curto percurso da estação à nova morada, o garoto, pôde apreciar a cidade com seus tílburis de dois lugares, leves e elegantes; seus coches cobertos puxados a cavalos; seus bondes abertos de nove bancos puxando os “caras duras”; os poucos automóveis, os raros Ford Bigode que trafegavam; sua bela arquitetura, seus lampiões à gás e suas arborizadas praças com enormes bebedouros para os animais.
Apesar do calor, os homens de terno, palheta e bengala e as mulheres com seus vestidos compridos, sombrinhas e elegantes chapéus passeavam pelas praças e alamedas da cidade, naquele feriado de 15 de novembro.
Por fim, o táxi-coche para em frente à uma casa na rua José Paulino esquina com Ribeiro de Lima e logo começa a azáfama de descarregar as malas, baús e outros pertences.
E assim, passa-se o dia que haveria de se transformar em um marco na vida de José Rosemberg.
Chegando a São Paulo, em 1915, Rosemberg afeiçoou-se à cidade adotando-a como sua, transformando-a na terra de seus filhos, netos e bisnetos. Cresceu com ela e a viu transformar-se na maior metrópole da América do Sul.
Notas do Acta em que o Prof. José Rosemberg foi citado
19 - Algumas implicações literárias da tuberculose no Brasil
187 - Filatelia Médica
195 - Abstrações
323 - Aniversário da morte de José Rosemberg
345 - O selo antituberculose
477 - Nicotina - Droga Universal
500 - O romantismo na tuberculose

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

1018 - A birrefringência apresentada por cristais

Em 1669, o médico e físico dinamarquês Erasmus Bartholin (1625-1698) observou que as imagens vistas através do feldspato islandês (calcita) foram duplicadas e que, quando o cristal foi girado, uma imagem permaneceu estacionária enquanto a outra girava com a movimentação do cristal. Esse comportamento de dupla refração da luz (birrefringência) não poderia ser explicado pelas teorias ópticas da época criadas por Isaac Newton.
A birrefringência é a formação de dupla refração apresentada por certos cristais, a qual está intimamente relacionada com a velocidade e a direção de propagação da luz.
Sílica e silicose
Ao exame microscópico do tecido pulmonar sob a luz polarizada, pequenas partículas birrefringentes são frequentemente vistas em nódulos silicóticos. (Silva, PGC. Diagnóstico da silicose. Scribd, 2006. Slide 22). Sua presença ajuda a confirmar o diagnóstico, mas podem estar ausentes, e não são específicas da silicose. As partículas depositadas no tecido pulmonar são muito pequenas, o que dificulta sua caracterização por este tipo de iluminação. Além deste aspecto, a sílica (quartzo) apresenta fraca birrefringência, semelhante ao colágeno, exibindo uma aparência branca e irregular, de difícil visualização. Partículas fortemente birrefringentes, visualizadas em tecido com silicose, podem representar silicatos ou cristais com elevado conteúdo de cálcio. A certeza de tratar-se de sílica só é possível através da microscopia com o emprego de outros métodos, como a difração de raios X.
Níveis de birrefringência de alguns minerais
- fraca: quartzo, apatita
- moderada: augita, cianita
- forte: zircão, talco
- muito forte; calcita
- extrema: rutilo

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

1017 - Ronald Fisher. Teste e controvérsias

Sir Ronald Aylmer Fisher (17 de fevereiro de 1890 - 29 de julho de 1962) foi um estatístico, biólogo evolutivo e geneticista inglês.
É conhecido por suas contribuições para a estatística criando o teste de Fisher e a equação de Fisher. Anders Hald o chamou de "um gênio que, quase sozinho, criou as bases para a ciência estatística moderna", enquanto Richard Dawkins o chamou de "o maior dos sucessores de Darwin".
Fisher se opôs às conclusões de Richard Doll e AB Hill de que fumar causa câncer de pulmão. Ele comparou as correlações nos trabalhos de Doll e Hill com uma correlação entre a importação de maçãs e o aumento dos divórcios para mostrar que a correlação não implica causalidade.
Nesta controvérsia, sugeriu-se que o fato de Fisher ter sido consultor de firmas de tabaco punha em dúvida o valor de seus argumentos. Ele não estava acima de aceitar recompensa financeira por seus trabalhos, mas os motivos para o seu interesse eram, sem dúvida, outros: o seu desagrado e a sua desconfiança com as tendências puritanas de todos os tipos e, talvez, também pelo consolo pessoal que ele sempre encontrou no tabaco.
Depois de se retirar da Universidade de Cambridge em 1957, passou algum tempo como investigador sênior no CSIRO em Adelaide, na Austrália. Ele morreu de câncer de cólon em 1962.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

1016 - O uso do espaçador

 O spray, popularmente conhecido como "bombinha", é um dispositivo que fornece sob a forma de aerossol medicações usadas no tratamento de doenças respiratórias como a asma. Ele pode ser acoplado a espaçadores, dispositivos plásticos que tornam mais fácil a inalação e aumentam a quantidade de medicação que chega aos pulmões.
Veja, passo a passo, como utilizar o espaçador em crianças pequenas:
E veja como utilizá-lo em crianças maiores:
https://youtu.be/ENG_CwsOMLw
O pneumologista Renato Abi-Ramia, de Nova Friburgo, gravou este vídeo (mais completo) para ensinar os pacientes a utilizarem corretamente os inaladores, dando mais eficácia ao tratamento da asma e da DPOC.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

1014 - O site mesothelioma.net

Olá, Paulo,
Em seu Nova Acta eu vi você citar informações do RareDiseases.org em http://airblog-pg.blogspot.com.br/2010/04/69-doencas-raras.html. Eu espero que você considere fazer o mesmo com relação ao Mesothelioma.net. Por favor, veja: https://mesothelioma.net/ mesotelioma para obter informações mais específicas sobre o mesotelioma, uma forma rara de câncer.
Um pouco sobre mim: meu nome é Virgil Anderson, e eu sou um sobrevivente do câncer de mesotelioma. Eu fui tratado pela rede de assistência do Mesothelioma.net e espero que você possa me ajudar a que mais pacientes com este tipo de câncer encontrem esta informação. Se você ainda não sabe, o dia nacional da consciência sobre o mesotelioma é 26 de setembro. Agora é uma ótima ocasião para ajudar a divulgar esta informação.
Foi um prazer visitar o Nova Acta e eu ficaria honrado em ver esta informação aí divulgada. Agradeço antecipadamente o tempo concedido. Por favor, anote o endereço abaixo em que eu posso ser acessado.
Espero que você esteja gostando da semana e que Deus o abençoe.
Virgil
Virgil Anderson
304-931-0688
440 Louisiana St # 1212, Houston, TX 77002
virgilanderson@virgilemail.net

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

1013 - Estudo Salford em Asma

Apresentação oral por videoconferência
Dr. David Leather, MD
Transmissão local: Coco Bambu, em Fortaleza
Dia: 05/10/2017, às 19h30
Sobre a asma
A asma é uma doença pulmonar crônica que inflama e estreita as vias aéreas. A asma afeta 358 milhões de pessoas em todo o mundo. As causas da asma não são completamente compreendidas, mas provavelmente envolvem uma interação entre a composição genética de uma pessoa e o meio ambiente.
Sobre Relvar Ellipta®
Relvar Ellipta® está indicado no tratamento de manutenção da asma em que o uso diário de produtos em combinação, no caso, o furoato de fluticasona (corticosteroide inalatório) com o vilanterol (um long-acting beta 2 agonist, agonista seletivo do receptor beta 2 adrenérgico de ação prolongada) em um único inalador, o Ellipta, é apropriado: pacientes não adequadamente controlados com ICS (corticosteroide inalatório) e, quando necessário, com SABA (short-acting beta 2 agonist, agonista seletivo do receptor beta 2 adrenérgico de curta ação).
Sobre o Estudo Salford
O desfecho primário mostrou que os pacientes iniciados com Relvar Ellipta apresentaram o dobro das chances de conseguir uma melhora no controle da asma em comparação com os pacientes que continuaram com os cuidados habituais.
http://www.gsk.com/en-gb/media/press-releases/relvar-ellipta-significantly-improved-asthma-control-in-salford-lung-study-patients-compared-with-their-usual-care/
Grato ao Sr. Maurício, do GSK em Fortaleza, pelo convite que me fez para esta videoconferência. Bom haver estado com meus colegas pneumologistas Nilo e Mara.

sábado, 30 de setembro de 2017

1012 - I Fórum de cuidados paliativos

Público-alvo: médicos e equipe multiprofissional 
Local: Auditório do CREMEC. Avenida Antônio Sales, 485, J. Távora. 
Dia e horário: 30 de setembro de 2017, das 8h às 12h30
Inscrições pelo e-mail: cremec.eventos@gmail.com
ou pelo telefone (85) 3198-3723 (pela manhã) 
PROGRAMA 
► 8h-8h30: Abertura
Coordenador das Câmaras Técnicas do CREMEC: Dr. Alberto Farias Filho – 10 min
Coordenador Científico das Câmaras Técnicas do CREMEC: Dr. Roger Murilo Ribeiro Soares – 10 min
Presidente do CREMEC: Dr. Ivan de Araújo Moura Fé – 10 min
Coordenadora do I Fórum da Câmara Técnica de Cuidados Paliativos: Dra. Inês Tavares Vale e Melo
► 8h30-9h30: Dilemas Éticos, Técnicos e Legais relacionados à doença ameaçadora de vida
Palestrante: Rachel Duarte Moritz, Membro da Câmara Técnica de Medicina Paliativa do CFM.
► 9h30-12h30: Apresentações de Casos Clínicos:
Geriatria: Dra. Manuela Vasconcelos de Castro Sales, Membro da Câmara Técnica de Medicina Paliativa do CREMEC.
Pediatria: Dra. Cristiane Rodrigues de Sousa, Membro da Câmara Técnica de Medicina Paliativa do CREMEC.
Emergência: Dra. Inês Tavares Vale e Melo, Membro da Câmara Técnica de Medicina Paliativa do CREMEC/CFM.
UTI: Dra. Rachel Duarte Moritz, Membro da Câmara Técnica de Medicina Paliativa do CFM.
ORGANIZAÇÃO: CÂMARA TÉCNICA DE MEDICINA PALIATIVA DO CREMEC
Highlights 
 Vídeos: "O Médico" (c/ texto de Rubem Alves) e trecho do filme "Mar Adentro" (c/ Ramón Sampedro)
 "Viver é um direito, não uma obrigação."
 Taxas de óbitos hospitalares no Brasil: 3 - 5% na Clínica Médica, 1,5% na Clínica Cirúrgica e 25 - 30% na UTI
 Princípios da Bioética: autonomia, beneficência x maleficência, justiça (c/ proporcionalidade)
 Eutanásia (fazer morrer) x Ortotanásia (deixar morrer) x Distanásia (prolongar morrer)
 Pergunta surpresa, Escala de Demência e Escala de Performance Paliativa (PPS)
Para ler: Manual de Cuidados Paliativos

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

1011 - Transplantes de pulmão no Hospital de Messejana - até agora

Em junho de 2011, a equipe do cirurgião torácico Dr. Antero Gomes Neto realizou, no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, o primeiro transplante de pulmão do Ceará. Foi também o primeiro transplante deste órgão no Norte e Nordeste do Brasil.
Desde então, 40 pacientes receberam 41 transplantes  pulmonares (houve dois transplantes em um dos pacientes) no Estado do Ceará.
Em 2016, foram realizados 92 transplantes no Brasil. São Paulo ocupou o 1º lugar no ranking, com 51, e Rio Grande do Sul, o 2º lugar. com 35. Com a média anual de 6 transplantes de pulmão, o Ceará (leia-se: Hospital de Messejana) é o terceiro Estado que mais realiza transplantes de pulmão no País.
O perfil dos pacientes transplantados é representado principalmente por portadores de fibrose pulmonar difusa, DPOC, bronquiectasia e hipertensão arterial pulmonar.
Atualmente, três pneumopatas estão na relação dos pacientes que aguardam transplantes no Hospital de Messejana.
Eu (Paulo) e Antero. AS Dione Barros fotografou.
Antero Gomes Neto, MD. Cirurgião Torácico.
Chefe do Serviço de Cirurgia Torácica e Coordenador do Programa de Transplante de Pulmão do Hospital de Messejana (HM), Fortaleza-Ce, Brasil.
Professor de Cirurgia da Faculdade de Medicina - UFC.
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Correspondência
Prezado amigo Paulo, bom dia!
Foi um prazer reencontrá-lo naquele agradável fim de tarde em que foi celebrada a homenagem dos 100 anos do Dr Carlos Alberto Studart Gomes.
Revimos amigos e fiquei muito impressionado com o discurso do Dr Gilmário Mourão Teixeira, patrimônio vivo da tisiopneumologia cearense.
Forte abraço.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

1010 - Movimento antivacina provoca riscos

O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) conclamam a população, os médicos e demais profissionais de saúde a se contraporem ao movimento antivacina que surgiu nos países mais desenvolvidos e tem conseguido adeptos no Brasil. Para as duas entidades, a falta injustificada de vacinações pode aumentar morbidade e mortalidade de crianças, de adolescentes e da população adulta, "consolidando um retrocesso em termos de saúde pública".
Os relatos de que as vacinas trazem elementos tóxicos ou nocivos em sua composição, que são ineficazes e que podem ser substituídas por outros métodos, não possuem base técnica ou científica. Uma nota divulgada em junho pelas duas entidades reforçou a necessidade de que os médicos orientassem a população sobre a importância da imunização. "Não se vacinar ou impedir que as crianças e os adolescentes o façam podem causar enormes problemas para a saúde pública, como o surgimento de doenças graves ou o retorno de agravos de forma epidêmica, como a poliomielite, o sarampo, a rubéola, entre outros."
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a vacinação em massa evita entre 2 milhões e 3 milhões de mortes por ano e é responsável pela erradicação de várias doenças. A OMS argumenta ainda que, com a imunização, também se reduziu a mortalidade por sarampo em 74%.
No Brasil, estão disponibilizados, na rede pública, 26 tipos de vacinas para crianças e adultos. Graças à cobertura vacinal, iniciada na década de 1970, a varíola foi eliminada no País em 1973; a poliomielite, em 1989; e a transmissão autóctone de sarampo, em 2001. Segundo o Ministério da Saúde, o surto recente de febre amarela tem com uma de suas causas a baixa cobertura vacinal na região onde ocorreram as primeiras mortes, em Minas Gerais. Em 47% dos municípios com recomendação para a vacinação, a cobertura da vacina contra febre amarela era menor do que 50%.
Arquivos
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017

1009 - Semente mágica: a transformação de água contaminada em potável

Em 2016, os jovens cientistas Letícia Pereira de Souza, 18, e João Gabriel Stefani Antunes, 15, naturais de São Paulo e estudantes em Fortaleza, ganharam o "Prêmio Impacto na Comunidade" da Google Science Fair.
Os estudantes concorreram com projetos de 107 países. A escolha do seu tema, Semente Mágica - Transformando água contaminada em água potável, foi motivada pelo desastre ecológico de Mariana (MG), no qual lama de rejeitos de mineração contaminaram 500 quilômetros do rio Doce. Um dos destaques revelados na pesquisa que eles realizaram foi o seu baixo custo: menos de 1 centavo para limpar um litro de água.
Resumo
O projeto Semente Mágica utilizou extratos da semente de Moringa oleífera para despoluir a água. Essa semente tem propriedades coagulantes que facilitam a purificação de diversos materiais orgânicos presentes na água poluída. Ela também reduz a quantidade de microrganismos presentes na solução, tornando a água potável. Pretendemos usar o projeto para levar água potável para comunidades que não têm acesso a ela, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Segundo a ONU, a água poluída mata mais pessoas do que todas as formas de violência, incluindo as guerras. Queremos, portanto, usar uma alternativa simples e barata para resolver esse problema.
A Moringa oleífera é uma alternativa viável e efetiva para o tratamento de água?
Sim. Após realizados todos os testes, pudemos perceber que a semente é uma alternativa viável para o tratamento de água, especialmente para populações de baixa renda que não têm acesso a um tratamento especializado de água, pois a Moringa oleífera tem baixo custo e alta eficiência, sem trazer consigo os riscos dos coagulantes inorgânicos.
Devido ao fato de a semente ser utilizada triturada, uma alternativa eficaz para a distribuição para a população seria em pequenos sachês contendo a concentração ideal para um litro de água. Eles poderiam ser distribuídos para comunidades sem acesso à água tratada ou vítimas de desastres, as quais perderam momentaneamente o acesso a água de qualidade.
N. do E.
A ação da Moringa na limpeza de águas sujas já era do conhecimento de moradores da Região da Ibiapaba (CE), como pude constatar ao entrevistá-los localmente, na época em que eu lidava com o controle da silicose no Estado do Ceará.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

1008 - O "cloro" da piscina

É crença geral que os olhos ficam vermelhos numa piscina devido ao cloro. No entanto, a causa real é mais nojenta: o cloro é parcialmente responsável, sim, mas a causa maior é um produto da reação deste gás com o suor, a urina e (até mesmo) as fezes remanescentes na piscina. Este produto da reação do cloro com os fluidos corporais é a cloramina, a real causa da irritação ocular.
Mesmo o cheiro característico de "cloro" da piscina não é realmente dele, mas sim da cloramina. Quando cheira muito a "cloro" é porque há muitos fluidos corporais na água da piscina reagindo com o cloro, o que não não sobrando muitas moléculas de cloro para cumprir seu trabalho desinfetante. Então, se uma piscina cheira fortemente a "cloro" você deveria reconsiderar a ideia de nadar. E é por isso, também, que você tem sempre de tomar uma ducha antes de entrar na piscina. E, claro, não fazer xixi nela.
Vídeo Why Do Your Eyes Get Red in the Pool?
Blog EM

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

1007 - A poluição do ar mata 40 mil pessoas por ano no Reino Unido?

Os riscos para a saúde pública decorrentes da má qualidade do ar são considerados semelhantes aos da obesidade no Reino Unido, mas aumentar a conscientização pública sobre esse problema invisível tem sido difícil. Ninguém tem "morte por poluição do ar" registrada na declaração de óbito, dificultando a previsão do número de mortes por ano atribuíveis ao NO2 (dióxido de nitrogênio). Um relatório do Royal College of Physicians sugere que poderia ser em torno de 40 mil óbitos, uma estimativa sujeita a grandes margens de erro (discutidas com mais detalhes pelo estatístico Sir David Spiegelhalter, do WinstonCentre). O cálculo de um número exato não é essencial, pois esses casos extremos provavelmente serão a ponta do iceberg em termos de impactos na saúde e grupos vulneráveis, como crianças ou asmáticos, estão em maior risco.
Os efeitos da exposição a longo prazo a uma má qualidade do ar são notoriamente difíceis de provar e os impactos da exposição cumulativa ou a co-exposição a poluentes múltiplos do ar são amplamente desconhecidos. Os danos de quantificação com base em medidas de exposição podem ser problemáticos, com complicações adicionais decorrentes de diferentes exposições entre regiões, e até mesmo entre indivíduos na mesma rua. No entanto, um workshop realizado na Royal Society reuniu especialistas no campo da qualidade do ar, onde o consenso apoiou que, apesar da incerteza, a evidência existente era suficiente para tomar medidas para reduzir os efeitos negativos da má qualidade do ar.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

1006 - Semelhanças bioestruturais

Humor
"Algumas vezes o Criador planeja no DNA umas combinações estranhas de estruturas semelhantes em criaturas diversas e até de reinos diferentes, como se Ele estivesse brincando de Lego ou até cansado de inventar outras formas, ninguém jamais saberá seus desígnios." ~ Winston Graça
Nagapushpam, uma flor rara do Himalaia



RX de tórax normal

Graça, W. Outro Saco de Gatos. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2016. p. 203
ISBN 978-85-420-0825-8

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

1005 - Meia-idade

Conceitos
O período de vida compreendido entre a maturidade e a velhice, geralmente, entre os 40 e os 55 anos.
Na classificação etária proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS), são consideradas na meia-idade as pessoas com 45 a 59 anos. (https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/viewFile/18926/14090)
É quando você começa a se repetir e seu queixo segue o mesmo exemplo.
No Preblog: UMA IDADE DIFÍCIL

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

1004 - O Museu da Menstruação

Se você está, ou já esteve, ou alguma vez poderá estar envolvido com a reprodução humana, provavelmente aprenderá coisas interessantes visitando o Museu da Menstruação.
O museu atualmente funciona pelo sistema online, mas está procurando instalar-se fisicamente em uma casa na cidade de Nova Iorque, uma metrópole em que a reprodução humana, segundo se acredita, ocorre com alguma frequência.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

1003 - Richard Doll: um estudo de 50 anos

Sir William Richard Shaboe Doll (Londres, 28 de outubro de 1912 — Oxford, 24 de julho de 2005), epidemiologista inglês.
Nunca saberemos com certeza que nomes serão lembrados no futuro como referências no campo das ideias e da produção de conhecimento nas esferas da Epidemiologia e da Saúde Pública, mas além de John Snow, seguramente Richard Doll estará entre eles. Seus trabalhos sobre a associação entre tabagismo e câncer de pulmão são presença obrigatória nos livros texto de Epidemiologia e uma constante nas atividades de formação de profissionais de saúde e pesquisadores nestas áreas.
Finalizada a 2ª Guerra, ganhava força o debate entre trabalhadores e os dirigentes conservadores na Inglaterra para a criação do Sistema Nacional de Saúde a primeira experiência desta natureza no mundo capitalista. É no meio deste debate, que Doll é convidado por Bradford Hill – um dos grandes nomes da Bioestatística naquele período –, para ajudá-lo na análise da crescente elevação de casos de câncer de pulmão em homens que estavam sendo diagnosticados no país.
O que Doll, tanto como Hill, então acreditavam piamente que a causa daquele fenômeno era a crescente poluição urbana decorrente da ampliação da frota de automóveis circulando por Londres e demais grandes cidades inglesas. Esta convicção era tão marcada que seus estudos iniciais foram realizados analisando a distribuição do câncer de pulmão em guardas de trânsito, em comparação com aquela verificada entre os demais trabalhadores.
Para sua surpresa, a similitude de resultados em ambos grupos, levou-os a ampliar o espectro dos possíveis fatores de risco, o que acabou conduzindo aos clássicos resultados dos estudos revelando a associação daquela neoplasia com o hábito de fumar, hipótese então considerada inusitada e surpreendente. Na Inglaterra dos anos 40, cerca de 80% dos homens adultos eram fumantes, hábito de vida então considerado como sofisticado e de bom gosto. As contra-capas de importantes revistas médicas daquele período apresentavam propagandas da indústria do tabaco com pretensos diálogos, nas quais os personagens centrais eram profissionais de saúde, como médicos e enfermeiras, destacando suas preferências pelas diferentes marcas de cigarro, assim associadas à imagem de credibilidade e aceitabilidade social daqueles profissionais.
Com os trabalhos de Doll e a contundência de seus resultados, o tabagismo sofre um de seus primeiros grandes golpes e, em poucos anos, diminui a prevalência de fumantes nas camadas socais de maior escolaridade e renda na Inglaterra. Seu impacto geral para a saúde pública e nas atividades de promoção da saúde foi tão marcado que Doll recebe da realeza inglesa o grau de "Sir", sendo seu nome várias vezes sugerido posteriormente na indicação para Premio Nobel de Medicina, o que acabou nunca se materializando.
Extraído de "We Lost Richard Doll", por Sergio Koifman
http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2005000300002
Ver também: Sir Richard Doll: A life's research, BBC News
No final da década de 1970, Richard Doll esteve em Fortaleza onde proferiu uma palestra para o corpo clínico do Hospital de Messejana.